17 fevereiro 2017

Gente, que engraçado!

postado por Cottage Regressiva

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Eu estava prester a postar algo comentando sobre os resultados dos exames que fiz ontem e no meio disso pensei: gente, qual motivo deu compartilhar meus níveis de colesterol, triglicérides e glicose com o mundo? É TÃO pessoal. E isso me fez lembrar, de uma fotógrafa youtuber que amo, falando que se afastou das redes sociais, porque estava numa deprê se questionando se a vida de todos era assim realmente tão importante ao ponto de compartilharmos TUDO e com pessoas que em sua maioria nem conhecemos. E o que é pior, questionou se realmente temos todo esse tempo a perder prestando atenção em tudo o que o outro come, em tudo que o outro bebe, em tudo o que o outro lê (risos), sendo que também nem sempre conhecemos tanto assim o outro ou nos identificamos com ele. Eu achei uma análise sensacional, porque ando fazendo esses questionamentos e achando o mesmo. Tempo, algo tão precioso que poderia estar sendo dedicado a realização de nossos projetos ou mesmo sendo gasto no relacionamento com pessoas do convívio diário.

Aí fiquei pensando: será que no mesmo momento em que lutamos por amor próprio e auto aceitação, não entramos em uma onda de buscar motivação no momento em que o outro sabe da nossa conquista e valida com uma curtida? Antes eu emagrecia e toda semana guardava na agenda aquele papelzinho que a balança cuspia. Era uma felicidade eu comigo mesma e com aqueles ao meu redor que me viam e lançavam o famoso: "nossa, como você está mais magra". Hoje, a sensação inconscientemente, é a de que preciso falar sobre as taxas do meu sangue para saberem que estou fazendo algo a respeito. Não é louco?

A gente quer ser respeitado, admirado, sem ser invadido, mas continuamos a partilhar dados extremamente pessoais. Está tudo bastante diferente. Lembro que minha avó detestava quando algum parente ou vizinho abria suas panelas. Hoje, instante a instante, postamos o prato para proclamar que estamos firmes na vida saudável. Hoje postamos para repartir a "dor" de ter comido um chocolate no inverno ou tomado um sorvete no verão...

Eu dei um basta no facebook e deixei pra lá um monte de "amigos" - com aspas super apropriadas. Que alívio! Queria, claro que queria, ser pessoa de 855 amigos que em um dia de enterro de parente querido fizessem fila na porta para me abraçar, mas não sou. Meus amigos conto nos dedos. Os parentes amigos, também - sim, porque até alguns parentes de sangue são tão desnecessários acompanhar, quanto mais compartilhar vida.

Não é sobre viver fechado em si mesmo, mas talvez seja sobre o fato de a melhor forma de estarmos conectados FULL TIME seja com nós mesmos. 


06 fevereiro 2017

Acreditar que pode

postado por Cottage Regressiva



Do máximo que cheguei de peso, já desci algumas casas - será que alguém ainda sabe o que são "casas"? Coisa de blog das antigas (rsrs).

É uma felicidade quando isso acontece e a verdade é uma só. Quando estamos pesados demais é só controlar a alimentação que o peso desce. Não precisa nem fazer atividade física que o choque é tanto que desce. Legal é estar malhando pra manter massa magra e tals. Mas eu, definitivamente, não enfrento grandes dramas para perder. Nem quando pesava bem menos e me sentia enorme (grande doidice da minha cabeça) era difícil eliminar.

Sei que ao longo do processo a coisa pode ir ficando mais difícil e cansativa com o peso descendo de pouquinho em pouquinho, mas deixar para pensar nisso lá na frente é o melhor. Já chorei e me enfureci pelo peso emperrar em momentos de grande comprometimento com atividade física, mas aí tem que entender a famosa troca de gordura por massa, ciclo menstrual, etc. Quer dizer, entender a gente até entende, mas fica com um ódio quando pisa na balança (hahaha). A sensação é sempre a mesma, a de fracasso. Igual quando fazemos tudo perfeito em uma semana, metemos o pé no finde e queremos resultados positivos na segunda...

Pra mim, particularmente, o pior de tudo é acreditar na força interna e manter esse novo estilo de vida chova ou faça sol. Tem dias que a mente fica viajando te relembrando das gostosuras, outros dias você se encontra em meio à pessoas que se fazem de deslocadas se você come diferente, outros dias você está tão tão tão estressado/entediado que parece que suas metas evaporam. Ah, não posso deixar de falar dos dias em que você se olha no espelho e acha que não está mudando em nada mesmo a balança apresentando resultados ótimos (rsrs). Tô rindo, porque são fases bem bizarras, mas que pela saúde temos que passar e suportar. Já chega desse lenga-lenga. 


03 fevereiro 2017

Instagram do blog

postado por Cottage Regressiva



Levando uma alimentação com mais qualidade por aqui, a geladeira está abastecida e o coração está tranquilo. Acabei de ter uma daquelas vontades (farofa) e fiz a versão funcional: couve filetada, espinafre, ovo, cebola, alho, pimenta e duas colheres, das de sopa, de aveia em flocos. Sim, é receita de uma nutricionista das antigas. Eu adoro! Estou feliz com o rumo que tudo anda tomando. Eu só tenho que comemorar!

Fiz um Instagram novo direcionado aqui para o blog. O meu anterior apresentou alguns problemas no ano passado, porém, há males que vem para o bem, sabe? Então decidi deixar como está. Tenho aprendido a agradecer tudo o que se apresenta em minha vida. Com isso, crio uma energia que deixa fluir o que é bom e faz passar reto o que não é tão bom assim. O Instagram antigo já era privado, o que não acho bom para quem tem um blog, pois limita o acesso e as pessoas não têm trânsito. Acabo também sem conseguir colocar as miniaturas aqui para pré-visualização e divulgação, o que muitas pessoas adoram. E, por outro lado, o Instagram antigo era mais pessoal mesmo, portanto, estava passando muito pelo assunto obra, obra, obra. Apesar de ser a fase real da minha vida, sei que não se torna tão interessante para quem gosta do blog e vive me perguntando sobre temas como autoestima, meu emagrecimento, terapia, etc... Então, quem quiser é só seguir o @racheldocottage que já ando compartilhando mais sobre essa minha nova relação com a alimentação, com o corpo e com as atividades físicas. Muita gente que se perdeu no outro ando procurando e seguindo novamente, mas até lembrar todo mundo :-( 

Dito isto, ainda não me mudei. Não vou pagar academia este mês, porque posso me mudar a qualquer momento até março e estou MUITO ansiosa para voltar para a AREEEEIA! Viva! 

Carnaval batendo na porta. Meu bairro atual ferve. Espero ter partido antes - ou será que não? 😜 Não sei. Gosto desse clima festivo. Fui convidada pra desfilar na Beija-flor, mas tem que ensaiar e ela é a última de domingo. Acho que esse ano será só assistindo pela TV e desembalando mil caixas. 

Bom fim de semana - *Good Vibes Only*


01 fevereiro 2017

Peso, cirurgia, body positive

postado por Cottage Regressiva


Muita vida aconteceu nesse tempo que mudei de casa e de bairro. Foi um misto de sentimentos. Me assustei, me encantei, me descontrolei, me recompus, me perdi e me achei. Os dramas com a balança, continuaram os mesmos apesar da conquista da privacidade e da ordem para dois, e eu entendo. Entendo, porque o comer compulsivo é muito mais complexo. E não tem nada a ver com falta de esforço, com falta de interesse, com falta de atitude. Organização ajuda muito, mas o que manda é a cabeça, a consciência, os sentimentos e, acima de tudo, com a forma como você se relaciona consigo mesmo. 

Eu nunca virei as costas para essa minha relação bizarra com a comida, mas não tinha maturidade para entender que é muito mais do que peso descendo na balança, muito mais que o fato de entrar nas roupas da moda, muito mais que tirar foto para o Instagram ou escrever um texto aqui nesse blog com o título "peso sorrindo"! E essa falta de entender e acolher a mim mesma gerou uma inquietação que me levou ao cume máximo dos 147 quilos! Foi um susto. Virei janeiro sabe onde? Sentada em frente ao cirurgião. Ele me explicou que já nem encaminha os pacientes para o psicólogo e que tem preferido fazer pedido de laudo direito para o psiquiatra. Pensei, pensei e cheguei mais uma vez à conclusão de que não é para mim. O psiquiatra pode até ser, mas ainda tenho a certeza de que se não me resolver comigo mesma serei da parcela que volta a engordar. CERTEZA. 

Hoje, já sem alguns desses quilos, continuo me preocupando e buscando saúde, mas a diferença é que o maior entendimento que busco é comigo mesma DIANTE DO ESPELHO. Não tem mais a ver com provar para o outro como sou forte. Fazer bonito na consulta com o nutricionista bam bam bam. Nem mostrar para o mundo como sou segura ao desfilar magra por aí. Não tem a ver com ser mais bonita pro marido, pros vizinhos fofoqueiros, pros amigos ou para o mundo preconceituoso. Tem a ver com o amor que tenho destinado a mim mesma minuto a minuto, dia após dia.

Esse movimento de body positive que vem rolando com mais força por aqui, tem sido um pouco deturpado, em minha humilde opinião. Eu entendo esse movimento como de aceitação (não esperar para se amar e passar creme no corpo só depois que emagrecer 50 quilos), mas NÃO tem a ver com continuar sem visão para a auto destruição (olhar no espelho e preferir achar que é melhor se aceitar, porque tá cansado de tentar melhorar). Entendem a diferença? Body positive, eu tenho entendido como auto amor. Peso não define um ser humano em nada, formato da bunda, muito menos. Esse movimento é: estando ou não estando contente com a forma do seu corpo, continuar se tratando de uma forma legal, generosa, carinhosa, buscando meios TODOS os segundos de ser melhor para você mesmo. É dar um foda-se pro outro que te julga, que tenta te enquadrar, que tenta mostrar que só quem é fitness e come batata doce que tem valor, mas não é cultuar obesidade, que é sim fator de risco pra nossa vida. É focar em você como um ser precioso e batalhar por melhorias, por felicidade, por se olhar e se gostar, independente de qualquer coisa. Que a gente não confunda esse pequeno - grande - detalhe. A vida é muito preciosa para agirmos de acordo com o que achamos que o outro vai aprovar, admirar, opinar... Tem que fazer sentido pra nós. O braço não tá legal, o colesterol também não, então, por uma questão de amor próprio vamos melhorar isso agora. Não precisa se dar valor só quando ele estiver musculoso. O que é diferente de entrar na síndrome de Gabriela (eu nasci assim e vou morrer assim). São pontos absurdamente diferentes. 


25 janeiro 2017

Uma viagem fofa ao mundo de Jane Austen

postado por Cottage Regressiva


Quem é fã da autora Jane Austen vai achar muita graça no filme AUSTENLAND (2013). A atriz Keri Russel (que foi protagonista do seriado Felicity) é uma trintona viciada nas histórias de Austen e não consegue achar graça nos fatos da atualidade. Para ela nenhum cara parece tão interessante como Mr. Darcy de Orgulho e preconceito e decide gastar todo o seu dinheiro (que não é muito) em uma viagem temática que reproduz o tempo e as histórias de Austen. É claro que seu coração vai balançar nesta incrível experiência e nós vamos acompanhando com aquela vontade de ser e ter a mesma coragem para se jogar de cabeça. 


Bom, eu gostaria de fazer parte de tudo o que diz respeito a Harry Potter, estudar em Hogwarts e ter aulas com a Minerva. Eu gostaria de apertar o interfone de Bridget Jones e subir para uma sopa azul. Então, posso dizer que viajei neste filme e que foi FOFO DEMAIS! Aliás, esse livro aí embaixo é uma edição especial da editora Martin Claret e é óbvio que já está na minha lista dos desejos. Encadernação linda com três clássicos: Razão e sensibilidade, Orgulho e preconceito e Persuasão.



Livro | Tem aqui 

O filme | Tem no Netflix