14 julho 2016
postado por Cottage Regressiva




Já me senti uma fraude em estar aqui falando sobre emagrecimento e até já compartilhei esse sentimento por aí. Hoje vejo que não se trata de fraude, se trata de ser um humano complexo e único. Cada um com suas histórias, com suas vitórias, dores e memórias. Cada um com seus sentimentos bem ou mal resolvidos. Cada um com seu cada um. Já eliminei nesses anos tanto peso com o suor do meu rosto e recuperei e perdi e recuperei. Mas eu sempre tentei. Nunca abandonei o que sei que é o certo a se fazer por mim.

Ontem fiquei muito emocionada vendo o desabafo da Ana de Césaro (do projeto Ana Gostosa) no Youtube e como eu entendo. Entendo o sofrimento, entendo o desespero, as dúvidas, essa sensação de se empanturrar hoje (mesmo sem ver a menor lógica nisso) e tentar se redimir ficando sem comer amanhã. Entendo. Entendo no que a comida pode ou não ajudar, entendo até que ponto a comida pode anestesiar, te tirar dos seus buracos mais escuros em segundos até que você esteja lá de novo. 

O grande ponto da questão é: não somos desistentes. Somos errantes a procura de conserto. Imperfeitos a procura de desvendar a nós mesmos. Tão cheios de sentimentos, que inflamos e desinflamos como quem grita para dentro e para fora todos os dias. Tentamos consertar o mundo, amenizar dores, ser perfeitos e esquecemos que nem tudo tem conserto, nem tudo anda em linha reta, nem tudo admite o NOSSO controle. Perfeccionistas e controladores. Carregam o mundo nas costas e se sobrecarregam. Chega uma hora que o corpo cobra e a mente também. O que podemos fazer? Respirar e ir fazendo SÓ POR HOJE o melhor que podemos POR NÓS MESMOS. Daqui para frente. Sem arrependimentos. Sem comparação. Largando no caminho o que foi ou o que poderia ter sido para ser o que pode e deve ser daqui para frente. Em frente. Enfrente.  


13 julho 2016
postado por Cottage Regressiva



Resolvi provar stévia.
Achei melhor do que o adoçante de sucralose que a nutricionista indicou.
Não tira tanto o sabor do café. Já café com açúcar não consigo e não quero.
Gosto de um doce, mas de açúcar com café não desce... 

Estou conseguindo seguir o plano alimentar da nutricionista e não tem sido nenhum bicho de sete cabeças já que a) fui muito sincera na consulta e b) ela foi muito atenciosa. Mas é aquilo também, o grande lance é ter sempre verde, ter sempre verde lavado, ter sempre legume, ter sempre legume cozido, congelado e estar bastante consciente do motivo pelo qual você está encarando essa. É o que consolida os muitos não's que a gente tem que dizer por aí e que sempre foram tão duros para mim. 

A Air Fryer valeu cada centavo. Estou craque.
Os legumes ficam ótimos. As carnes e bolinhos também.

Amanhã consulta de retorno com a reumato!
Rezando pra ela diminuir o remédio para as dores da chikungunya (estou sem as dores).
Mas está me dando insônia.
Saberei se terei alta para academia.

Estou muito animada com tudo que tem se apresentado!
Balança descendo e eu ficando mais desencanada com esse assunto.
Tudo começa a fluir naturalmente fora e dentro. 


05 julho 2016

Iluminando o caminho

postado por Cottage Regressiva


Yogananda, guru indiano, dizia que os hábitos fazem com a gente, exatamente o que aquelas carrocinhas que tinham um cavalo na frente na época medieval faziam com os prisioneiros, arrastam os condenados até a morte. Então, talvez, seja uma brilhante ideia fazer um pingo de esforço nas escolhas diárias para mudar. E mais brilhante ainda, seja reunir o máximo de paciência para não deixar esta mesma carroça passar na frente dos bois (meu caso de anos) e se embolar. Deixei de culpar os profissionais, a minha má sorte por ter nascido com essa tendência insuportável de engordar só por respirar, deixei de culpar a família (apesar da consciência dos péssimos hábitos adquiridos), pois na vida adulta somos nós, apenas nós, no comando. Levei mais de 30 anos (e muita terapia) para essa ficha cair e cá estou, iluminando meu próprio caminho, assumindo minha vida de uma vez por todas. Para meu espanto: está dado certo! 

Estou indo muito bem com o plano alimentar novo. Estou indo muito bem com o remédio para as dores da chikungunya - o que me faz ter vontade de arriscar voltar para a academia. O que muito funciona para mim, é o fato mais óbvio do mundo, ter todos os legumes e verduras devidamente organizados na geladeira para preparo rápido. Seguir um plano à risca dá muito mau humor de vez em quando e, acredite, você não vai querer gastar seu tempo lavando folhas. Cansa, enjoa. Já sei que é algo normal esses altos e baixos e não fico mais me debatendo com eles. Aceito e tento contornar. Até o final do ano sei que vou conseguir o resultado que quero. Sim, tenho uma meta traçada de pequenas em pequenas etapas no papel e isso faz diferença. Estou no lucro. Agora é perseverar. Que o Universo continue me dando forças e iluminando meu caminho. 


04 julho 2016
postado por Cottage Regressiva



Estou conseguindo tomar adoçante com sucralose. Não é dos mais deliciosos, porque realmente é muito parecido com açúcar, afinal, vem da cana de açúcar e blá-blá-blá. Não acho que preserve o gosto do café, não sei explicar. Tomo adoçante desde os 9 ou 10 anos, meus avós eram diabéticos e a regra era 15 gotas, somente 15 gotas. Atravessei a vida tentando quebrar essa regra e na vida adulta transgredi, dava espirros homéricos... Sabia que eu era responsável em buscar à tarde as bisnagas? Sim, eu gostava. Isso me dava o direito de mandar embrulhar junto um doce de leite ou uma paçoca molhada, mas adoçar café com açúcar era uma regra para jamais ser quebrada. Então, digamos que o sódio mega concentrado, adentrou minhas entranhas e tornou-se um slogan do tipo: "café com açúcar não tem sabor de nada".

Não cortei os doces 100% e talvez nunca vá cortar, mas ando meio doida comprando produtos com a tal sucralose. Faz um efeito psíquico interessante, você não se sente quebrado nenhuma grande regra - apesar dos seres que consomem industrializados estarem a ponto de serem marginalizados. 

Enfim, uma nova regra sendo seguida.


01 julho 2016

1º de julho - Novo semestre - Nova vida

postado por Cottage Regressiva

"Numa sociedade que lucra com a nossa insegurança, gostar de si mesma é um ato de rebeldia"


Fazendo crepioca e entrando de cabeça nessa que é o primeiro dia do novo mês, do novo semestre, segunda metade do ano. Gosto da sensação dos recomeços. Dá mesmo vontade de pintar o cabelo de azul, se matricular no yôga e traçar uma trilha em algum mato bem cheio de lama, mas tudo se torna bastante sem sentido quando é feito para provarmos ao mundo que estamos nessa vibe de nos reinventamos, sem que isso na prática faça qualquer sentido para nós.

Por vezes, você pode estar ótimo exatamente onde está, mas são tantas as indiretas e questionamentos, que você pode começar a achar que precisa mudar algo que nem você mesmo enxerga como errado. Cuidado. Em algum momento, tudo pode estar sim OK. Deixamos de apreciar para duelar e nos colocamos nessa busca por mais, mais e mais que nunca termina. É difícil sentir-se satisfeito se está sempre em competição com outros ou consigo mesmo.

Bom, se eu pudesse fazer um pequeno balanço da primeira metade, diria que o PRINCIPAL foi ACEITAR o fato de que precisava ACEITAR vários fatos. E quando você aceita, você deixa ir, você se desintoxica e abre espaço para o novo. 

Tiveram relacionamentos que insistiram em ser apenas via de mão única, superficiais, decepcionantes e sem qualquer razão para eu continuar depositando energia; tiveram momentos de plena reflexão em que decidi baseada no que meu coração sentia, deixando qualquer razão de lado; tiveram momentos em que compartilhei o melhor e o pior de mim e só ficou quem realmente olhou com amor e, não, ameaça; tiveram momentos em que eu me rendi e pedi ajuda e aceitei ajuda (algo muito diferente uma da outra). Decidi por mim. Deixei pessoas pelo caminho, deixei teimosia pelo caminho, deixei medo pelo caminho, deixei peso pelo caminho... Mas é como eu disse antes: quando a gente se esvazia, a gente cria novas possibilidades e, até aqui, o novo tem sido surpreendente DELICIOSO.

Gratidão, Universo!