05 junho 2013

Livro: Codependência nunca mais - Melody Beattie

postado por Rachel



Pessoal, tudo que acho que acrescenta algo positivo em minha vida, venho compartilhar com vocês. Estou lendo este livro e gostando muito, mas na verdade não pretendo parar nesta leitura. Em 2009 quando iniciei terapia e fiz por dois anos consecutivos, comecei a tirar a nuvem de fumaça que não me fazia ver o quanto eu era emaranhada com uma certa pessoa da minha família, como eu era codependente, na verdade. Uma pessoa considerada codependente, explicando de uma maneira bem simplificada, é aquela que esquece da sua própria existência, identidade, de suas próprias necessidades e se dedica integralmente a outra pessoa que possui algum tipo de compulsão/vício. Não preciso dizer que esses vícios podem abranger várias coisas como: bebida, comida, compras, mentiras, dívidas, etc...

Talvez, minha própria guerra com a comida seja um fator desencadeado pela ansiedade extrema que esse convívio me traz. Sei que para muitos, a medida mais drástica seria o rompimento, a separação, o desligamento, mas nem sempre podemos sumir, pois, na maioria das vezes, trata-se de pessoas que, apesar de tudo, amamos, pessoas que temos laços de sangue. Eu não me imagino abandonando pai, mãe, irmãos. Às vezes, eu confesso, que chegava a pensar leigamente que se fosse marido/noivo/namorado seria mais fácil se desvencilhar, mas sei que mesmo assim deve ser um processo difícil. Muitos são os fatores que fazem milhares de pessoas tentarem por anos a fio ajudarem outra: amor, filhos, culpa, dependência emocional, medo, vergonha, incapacidade financeira, etc.

O que mais vamos achar no livro é que geralmente as pessoas codependentes precisam parar de querer mudar o outro, curar o outro, entender o outro, ficar tentando descobrir o que levou o outro a ter esta conduta, gastar energia tentando arrumar a vida do outro. É exatamente desperdiçando tanta energia em consertar o outro, que você esquece de consertar o que não funciona bem em si mesmo. Nesse processo doloroso de doação, um dia você pode vir a perceber que deixou toda sua vida em stand by e pode ser tarde demais para você (é, você mesmo), não pro dependente em si.

Meu caso em família não envolve bebidas e nem drogas, mas não sei se dá pra dizer que este ou aquele problema é mais ou menos do que qualquer outro. Se afeta você física, mental e emocionalmente, talvez seja a hora pura e simples de buscar ajuda. Sei que muitas pessoas devem passar por isso em silêncio profundo, portanto, acho importante tentar compartilhar. Já dizia Caetano: "Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".


11 comentários:

  1. Bom dia!!!! Verdade Rachel, eu tb sempre me aproximo de problemas como se os meus já não bastassem. e acabo ficando em segundo ou terceiro plano.

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  2. É complicado né! Acho que td mundo vive isso de forma e intensidades diferentes...devemos saber lidar com essas situações sem nos punir tanto...mas é dificil!

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  3. Muito interessante o livro. Eu já passei por isso e hoje consegui me "desligar" dos problemas da outra pessoa. Mas confesso que demorou bastante e eu engordei quase 30kg em um ano, por conta disso. Obrigada por compartilhar o livro, parece ser excelente!

    Beijinhos

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  4. Me identifiquei mto com seu post d hj, d verdade.
    Tb fiz terapia durante mto tempo,´parei só por questões financeiras...
    Mas eu tenho o mesmo problema q vc. Sou codependente da minha mãe. Já fui MUITO pior, mas ainda nao me livrei disso 100%.
    A opinião dela sempre foi mto importante pra mim, a ponto d eu nao tomar atitudes que EU considerava certa, só para seguir o que ELA achava certo. Isso foi desde escolha do meu curso da faculdade, até eu ter terminado o namoro com um menino pq ela não gostava dele.
    Qdo eu não tinha aprovação dela por algum motivo, eu descontava na comida.
    Em 2011 eu fui morar com meu noivo, as coisas melhoraram um pouco, pelo fato d eu nao morar mais na casa dela. Mas mesmo assim, eu telefono pra ela umas 5 vezes ao dia (pois é...) pra contar td q acontece comigo, pra pedir opiniao... e ainda desconto minhas frustrações em comida.

    Enfim! é mto dificil, é uma relação sofrida para os dois lados, nada saudavel, e tb kero me livrar disso 100% um dia!! Sinto que passo a passo, a gte vai conseguindo.

    Vou procurar esse livro q vc recomendou!!!!

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  5. Sei bem como é isso! Eu me sinto responsável por esta sempre "protegendo" minha mãe, acabo que acumulo meus problemas mais os dela, mesmo ela não tendo qualquer influência nisso, sou eu mesma. Estou tentando me libertar aos poucos... Obrigada pela dica!fcD

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  6. Pelo amor... não fique "se desculpando" se o texto do SEU BLOG é grande ou pequeno. Quem gosta de vir aqui, vem de qualquer forma. Vc escreve super bem e o fato de dividir suas franquezas/dúvidas me faz admirá-la ainda mais, porque dessa forma acaba por ajudar a outras pessoas que passam pelo mesmo. Eu conheço uma codependente, vou presenteá-la com este livro e espero poder ajuda-la. Obrigada pela dica.
    Minha admiração e respeito sempre, Mari

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  7. Aff florzinha.. que excelente dica!!!
    Acho que todo mundo já viveu ou vive uma relação codependente!! Ja passei por isso... época em que eu vivia totalmente e completamente em função de uma outra pessoa... e hoje, que me libertei, consigo ver o qto me fazia mal.. e o quanto essa sensação de liberdade nos faz bem!!!!
    Aproveite sua terapia ao máximo pra tentar se desvencilhar da melhor maneira possível dessa relação!!!!

    bjinhuuusss

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  8. Toda solução começa com o entendimento e aceitação do q é o problema. Enxergando sua codependência, vc já está a meio passo de conseguir se livrar dela. ;)

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  9. Adoro a frase que colocou no final. É bem assim mesmo. Cada um sabe de si, dos meus medos, dores, anseios. Uma boa leitura ajuda a libertar-se, a entender-se melhor. Beijos

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  10. Oi Rachel!
    Esse tema é realmente muito delicado e pouco discutido. Não sei exatamente se já passei por uma situação tão extrema quanto essa, mas muitas coisas que você falou me fizeram lembrar de situações que aconteceram com amigos e familiares. É tudo muito triste e há realmente a necessidade de se pedir ajuda!

    Bjs e boa quinta-feira!

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  11. Oiee..
    Ontem vim aqui li e fiquei de boca aberta, parecia que o post era feito sob medida pra mim!!
    Vou procurar por este livro, e ler o quanto antes, acho que vai me ajudar.. obrigada!
    Bjnho,

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