30 setembro 2015

Altas aventuras

postado por Cottage Regressiva


Estou sumida, mas estou dando conta dos meus problemas com a balança. Definitivamente, envolve um turbilhão de sentimentos. Para MUITOS não se trata apenas de contar calorias e fazer atividade física chova ou faça sol (apesar de ambos serem essenciais no processo). Se você já tentou de um tudo e continua obeso, PRECISA DE AJUDA com o emocional. Por outro lado, ouvi dizer - ou será que li - que quando a gente perde muito tempo esmiuçando o passado, chega uma hora que ele ao invés de virar trampolim vira uma areia movediça. Já pensaram sobre isso? Olhar para frente. Só para frente. Chega de passado, chega de infância, chega de tentar desvendar traumas que querendo ou não já fazem parte de nós. E fazer parte é muito diferente de definir por completo quem somos. Foi Sartre que lançou a frase "o que importa é o que fizemos com o que fizeram de nós", não foi? Gênio. Já entendia esse conceito tão básico do "pare de chorar, aceite tudo o que viveu como parte de si, escolha seu caminho e prossiga". Esteja no presente. Esteja conectado. Eu demorei e ainda trabalho nesse desapego - é, tem gente que se apega aos carvões em brasa do passado e mesmo queimando entre as mãos custam a soltar.

Não estou me adaptando ao bairro que moro - e pra falar a verdade não tenho o menor interesse em me adaptar. Senão, daqui a pouco, eu já estaria achando que os frios são mesmo mais para esverdeados do que para rosados e fim de uma era... Priorizamos um projeto a longo prazo e escolhemos dar esse passo estranho, para depois pular duas casas à frente. Justo, foi o certo a ser feito nesse momento. E tem sido especial apesar de tudo. Todos os dias dou graças ao Universo pelo apartamento que está cada vez mais fofo - e que me faz até esquecer, por vezes, de que não estou mais a dois passos do paraíso. É, de vez em quando eu esqueço a tonelada de mosquito e abro todas as janelas; esqueço do ar extremamente seco que me fez ter problemas respiratórios nunca tido antes e não ligo o umidificador; pulo ouvindo as músicas dos meus seriados e esqueço que agora sou moradora de andar alto com vizinho embaixo... É a vida acontecendo. Isso não seria felicidade? Às vezes, bate muita ansiedade, pois tenho muitos sonhos/projetos a serem realizados - e, acredite, depois dos 35 você já se sente velho demais para ter que recomeçar qualquer coisa que não saiu como o planejado! Mas viver o presente tem sido (não vou escrever "presente" novamente, porque seria clichê demais), mas bem perto disso.

Me desculpem a ausência, mas é que mudar, construir, desconstruir, construir de novo, nos força a calar o ego e dar valor ao que verdadeiramente importa, e não é um trabalho exatamente simples de dois dias. É um jogo de acerto consigo mesmo. Eu hoje, definitivamente, não tenho do que reclamar... Seria bobo demais! 

Obrigada por todo carinho comigo, vocês são demais!



6 comentários:

  1. Tudo o que vier para facilitar a nossa vida é bem vinda, e se não estamos conseguindo sozinhos nada melhor do que procurar ajuda, você encontrará o seu caminho, gosto muito dessa frase: "Não tenhamos pressa mas não percamos tempo", beijosss Rô.

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  2. Oie..

    Gosto muito dos seus textos....e fiquei triste quando entrei e vi seu blog privado....q bom que abriu ele novamente....

    Beijos e otimo dia!

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  3. ONé sempre morei tá horrível. Arrastões na praia, essa obra q parece a serra pelada e depois qd inaugura é mt pior, ainda tem o tatuzao, só andamos em grupo com medo, assalto a mao armada as 3 da tarde no meio da rua e eu tomando injeções por conta da alergia da obra. Isso sem falar q virou bairro comercial, basta ver na rua durante o almoço. Sério, esse bairro só afunda. Os aluguéis caíram mt e só tem gente estranha vindo. Se eu pudesse ia pro Horto ou Jd Botanico.
    Mas não dá para passar a vida de minimizar. Qd valorizar de novo, pego o q tô juntando, e compro em local melhor. Nunca mais voto em quem mora aqui!

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  4. Rachel, finalmente consegui ver seu blog! Eu te acompanho há muito tempo, e sempre vinha ler você... mas de o blog ficou fechado para leitores convidados por alguns dias e eu não consegui mais... Eu adoro seus posts, adoro mesmo. Acho você tão sensata! Que bom que consegui comentar aqui, hehe!
    Pois é, agora eu tenho um blog. Na verdade, já tive antes, mas acabei fechando... lá no meu primeiro post eu explico a história. Já te coloquei na minha lista de blogs, depois vai lá fazer uma visitinha! :)

    Sobre o que você escreveu, eu destaco justamente o lance de esmiuçar o passado exaustivamente... sabe que eu já tive muitas conversas com meu terapeuta sobre isso... e com meu marido também. Isso porque nós fazemos terapias com profissionais de linhas completamente diferentes, e no caso dele, o analista dele investiga tim tim por tim tim do passado. Pra mim isso é meio, sei lá, não prático. Já a minha terapia é mais prática (meu terapeuta segue a linha gestalt), meio que trabalha com os fatos. É mais um "não importa tanto como vc veio parar aqui, mas sim o que podemos fazer com o que temos hoje, agora". É a frase do Sartre, né?

    Enfim, falei demais. É que eu adoro seu blog e fiquei feliz de conseguir entrar aqui pra comentar! :)

    beijo!

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  5. Tb não me adaptei onde moro. Mas tb não me importo tanto não. Tem certas coisas que é melhor ser diferente do que dançar a musica de pessoas que não cominam com nós!
    Se puder compartilhar partes importantes do livro, eu ia amar!! Amooo ler e trocar idéias sobre livros!

    bjusss

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  6. Pois eu amei sua resenha sobre o mini processador. Amo cenoura ralada e abobrinha idem e vivo esfolado os dedos nos armadores manuais. Estou em contenção de despesas mas assim que puder pretendo comprar pras minhas duas casas já Que passo a semana na cidade onde estudo-estudava pois tive uns probleminhas que me obrigaram a trancar a facu neste semestre- e os fds onde meu esposo trabalha sendo que aqui a energia é 220 e lá e 110. Amo seu blog.

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