29 abril 2016

Descendo o pau na autoajuda

postado por Cottage Regressiva



Eu sempre tive a impressão, de que aqueles que se ofendem com os que buscam a entitulada "autoajuda", eram na verdade seres com um MEDO absurdo do autoconhecimento - e agora eu tenho certeza. É compreensível, nestes termos, o ataque, já que pode ser interpretado como defesa de si próprio, do tipo: prefiro ser assim, vou morrer assim, não quero mexer nessa ferida não, não aceito nada que seja diferente de mim. Aí vem um cara fantástico como o Arly Cravo (coach relacional) e consolida brilhantemente esta ideia.

Segundo Arly, aquelas prateleiras da livraria que nomearam como "autoajuda" deram a conotação errada ao trabalho de quem escreve sobre assuntos específicos para o desenvolvimento pessoal. Claro, que como em qualquer outro meio, há os charlatões que se colocam na posição de autores de assuntos que pouco ou nada dominam, mas isso não abrange o todo e, portanto, não tira a importância do gênero e de tantas obras excelentes publicadas. Generalizar é engessar e é também perder magníficas oportunidades de evolução - interior, principalmente. Dito isto, o termo "autoajuda", acaba sendo encarado de forma preconceituosa, mas eu gostaria de voltar aos exemplos simplistas do Arly, para que qualquer um tenha a possibilidade de acompanhar o raciocínio: autoajuda nada mais é do qualquer ato praticado por nós mesmos em prol de nossa própria sobrevivência e bem-estar ou seja, quando você vai ao médico e se propõe a tomar um comprimido prescrito por ele, põe na boca e o engole, é um ato de autoajuda; quando você levanta do sofá, dirigir-se à geladeira e toma um copo com água em um momento de sede, é um ato de autoajuda; tomar um banho todos os dias para não ter problemas futuros de pele, é outro ato de autoajuda. Ter uma inquietação, marcar um psicólogo, pegar um ônibus e digirir-se até o local na hora agendada, também é um ato de autoajuda. Entendeu? Até aí não há o menor cabimento de se ter preconceito contra o termo, pois querendo ou não é praticado incessante por todos nós, todos, em maior ou menor escala.

O problema está no fato, do termo ter sido absolutamente banalizado, como se fosse a alternativa dos fracassados, porém, quem procura um título desta natureza, está com a intenção de transformar algo que não anda funcionando bem para si mesmo. Tomar posse desse material pode funcionar como um guia na reconstrução desse novo eu. Nada demais, nada absurdo. Por outro lado, mais fadado ao fracasso está, quem prefere não mexer em suas próprias feridas, quem prefere continuar sem buscar novas alternativas que lhe transformem em seres melhores, no sentido mais pleno da palavra, ou seja, quem não admite passar por mudanças. A verdade é que, repito, o mesmo ato que você pratica quando vai ao coach, ao psicólogo, você pratica com a leitura do livro: a busca por ajuda. O que não quer dizer que um substitua o outro, mas representam o mesmo: ferramentas.

Agora, qualquer ferramenta de qualidade só terá resultado, se você estiver disposto a aplicar. E aplicar imediamente em meio aos seus conflitos, em meio às suas dores, suportando todo e qualquer tipo de desconforto que provém da mudança. Se, no caso dos livros, apenas fizer a leitura, e nada praticar, não houve ajuda alguma a si próprio, descaracterizando assim o ato. Descaracterizando inclusive o julgamento que faz do conteúdo, sem nem ao menos, tê-lo posto a prova. Lembre-se, "auto", ninguém pode fazer por você. O mesmo com nossas sessões de terapia. É maravilhoso desabafar, maravilhoso ouvir, mas sem chamar a responsabilidade dos atos cotidianos para nós mesmos, continuamos a negar a ajuda da qual necessitamos. Entendam o que quer dizer "autoajuda"  de uma vez por todas e vejam como os julgamentos são discrepantes. Todos nós necessitamos da autoajuda e a praticamos em um grau saudável ou não diariamente, por isso mesmo, eu o encorajo a buscar cada vez mais material para sua transformação de forma consciente. Às vezes, o que transforma nosso olhar sobre a mesma coisa, não é nem o todo, é o que você tira de lição de algumas linhas e aplica imediatamente. Pratique cada vez mais a autoajuda por completo amor e compromisso com si mesmo. NÃO HÁ NADA DE ERRADO COM ISSO. Leve o tempo que levar. Somos meros aprendizes independente de nossa idade. Prefiro acreditar que o tempo de ignorância esteja com os dias contados. Sempre há o que e para onde evoluir. Um viva aos desenvolvedores de estratégias para crescimento constante de todos nós.


1 comentários:

  1. Estou lendo um livro de auto ajuda: Pense Magro.
    Se vou emagrecer lendo o livro, não sei.
    Mas acho que vale a pena conhecer o ponto de vista de outras pessoas, como elas lidam com a comida, como elas fazem para se conter.
    Não é a solução para tudo, é apenas uma leitura... No caso, achei uma boa leitura!

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