28 setembro 2016

A voz interior

postado por Cottage Regressiva

Pinteret

Se eu pudesse redefinir minha vida profissional - e eu posso - eu gostaria de trabalhar em algo que causasse impacto positivo na vida de outras pessoas. Outro dia, li uma matéria sobre violência emocional e, oh meu Deus, como eu gostaria de trabalhar ajudando centenas de pessoas a resgatar o seu poder, a sua crença em si mesmo. Revolução interior. Aquele poder que é incinerado quando ouvimos desce cedo que tal coisa não é para nós; que o outro pode realizar por ter mil qualidades e nós não; quando somos aprisionados no querer apenas do outro e perdemos a voz, a identidade. Tudo isso faz com que de repente você esteja na vida adulta aceitando qualquer coisa, se autodestruindo ou sem saber do que gosta ou do que não gosta, sem ter a menor certeza do que merece do que deseja do que pode realmente almejar para si mesmo.

Talvez eu nunca tenha dado tão certo nos empregos anteriores, porque na minha cabeça a verdade sempre foi uma só: Pra que toda essa idiotice? Eu trabalhei me forçando a admitir que aquilo era importante mesmo sabendo que não passavam de futilidades inúteis, trabalhei por dinheiro, pra mostrar aos vizinhos fofoqueiros que sou uma boa menina, aos amigos e familiares que sou uma pessoa responsável e, de repente, nada disso importa conforme essa escala doida que a gente cria na cabeça. Escala essa em que a opinião alheia tem mais importância do que a nossa mesmo. Isso jamais deveria existir em nenhuma circunstância. Nenhum sentimento ou opinião merece ser maior do que a nossa voz interior. Já somos cruéis o suficiente com nós mesmos e ainda queremos ter uma vida plena adicionando outras dezenas de vozes que falam mais delas mesmas do que de nós. A gente precisa urgentemente parar de nos apriosionar em nós mesmos. Precisamos buscar a independência financeira (meu objetivo máximo desde sempre), mas antes de tudo, saber que a independência emocional deve caminhar junto nesse processo.